Hello Dali


02/12/2008


Anúncio (recomenda-se que a leitura deste texto seja feita em voz alta, num tom formal, voz de barítono e mastigando uma paçoquinha Amor)


Aproveitando aquela velha idéia que tantos usaram de começar pelo final, já adianto: Hello Dali acabou. Pensei em postar uma mensagem de adeus que diria: "Fui", mas achei que seria tentadoramente convidativo demais ao leitor esboçar possibilidades filosóficas que não se aplicam à banda, uma vez que este seria o mais perfeito bilhete suicida já escrito.  


Há exatos 3 anos me promovi de “cara na platéia” para “cara no palco”.

Eu tinha terminado de gravar a segunda demo como Hello Dali e não queria ser mais uma daquelas bandas de internet. Banda de internet são aquelas que nunca fazem show, mas que sempre tem músicas gravadas para pedir que você as ouça. A diferença em ser o "cara no palco" é que as pessoas riem DE você e não COM você.

 

Realmente aconteceu bastante de lá para cá. Para cada gota de reconhecimento foram enxurradas de trabalho duro, madrugadas em claro e queridos frustrados pela minha ausência. Mas no final é como lembrar daquela fase em que fui gordo, eu penso: tudo valeu a pena!


Não vou entrar nos assuntos chatos como shows em lugares que eram roubada, tosquices em geral e as trezentas mudanças de formação que tive que administrar ao longo dos anos.

Prefiro lembrar de todo apoio dado e das amizades que fiz através da banda. A maioria das amizades eu não dou a mínima, que explodam. O resto fica convidado para um brigadeiro aqui em casa.


Esses três anos de Hello Dali terminam aqui. Prefiro não revelar os motivos, pois são todos bem egoístas.

Agradeço a todos os ex-membros (não levaram um centavo, apenas uma lembrancinha), a todos que nos deram uma chance e ao nosso pequeno público de enormes coração e entusiasmo, que sempre foi rápido em me lembrar que já tinha baixado na net todas as músicas dos CDs que eu vendia após os shows.

 

Enquanto esse blog não é desativado ficam aqui as várias histórias desde 2005 sobre o percurso. Pegue um lenço ou uma peça de roupa íntima não usada e boa viagem.


Não sei o que fazer daqui para frente no tal ramo do entretenimento. É ao mesmo tempo um alívio e uma sensação excitante. Posso virar um recluso, um viciado em tônico capilar, um cara de bege, posso fazer qualquer coisa. De qualquer forma obrigado pela sua companhia e seria legal nos encontramos no futuro.


Agora sim: fui!

Escrito por Luis Lima às 03h25
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03/06/2008


Lançamento na Saraiva e etc.

Show de lançamento do EP Catnip na Saraiva Megastore



"Teorias freudianas, a vesícula de Andy Warhol e O Idiota de Dostoyevsky são alguns dos temas abordados de forma bem-humorada pela banda paulistana de rock alternativo Hello Dali, exclusivamente desplugada neste pocket show que marca o lançamento de Catnip, seu segundo EP. "


Assim dizia nosso convite para o show de lançamento do Catnip EP a Saraiva no último domingo. Nem mesmo o stress que foi a última semana e nem mesmo o tempo gasto remixando inúmeras vezes as músicas do CD até a noite de quinta me desanimaram para essa apresentação. Minha expectativa para esse show era enorme. Muitas das músicas velhas precisaram ser rearranjadas e praticamente reaprendidas para caber no formato deste show. Um set desplugado foi com certeza muito diferente de tocar, mas uma surpresa muito legal. Durante a apresentação aconteceram os mais variados imprevistos que dão aquela "graça" como a quebra de uma das baquetas "vassourinha" (o Renê fez 70% do show tocando com um toco de madeira), e o estouro de uma corda do violão do Felipe. Saldo da tarde: auditório cheio, 21 CDs vendidos e a vontade absurda de fazer mais e mais shows. Como de costume fiquei mais contente pelos que foram do que chateado por aqueles que não puderam ir.


Este show foi uma ótima oportunidade nos dada pelo programador cultural da Saraiva do Shopping Morumbi, o Vander. Os agradecimentos vão para ele que não se intimidou em agendar uma banda tão desconhecida para o mesmo palco por onde tanta gente bem sucedida no meio artístico já passou. Adoro ver esse pessoal que aposta nos independentes e faço questão ressaltar isso toda vez que alguém põe o saco no fogo pelo Hello Dali.


Best Seller Sellers X Catnip EP


Não é engraçado? Uma banda anunciar um novo álbum e dois meses depois lançá-lo com outro nome e capa? Também não acho graça, mas foi exatamente o que aconteceu. Me arrependi da idéia original, segui instintos mais contraditórios e agora temos o Catnip EP, o mesmo CD que era o Best Seller Sellers exceto pela capa, mixagem e release.


Especialmente para o lançamento foram feitos 5 CDs diferentes, cada um com uma música extra (versão voz/violão de alguma música mais velha), e capa e encarte alternativos.


3 Lembretes úteis para o meu futuro:


1) Não andar de bicicleta às 6h da manhã logo em seguida de uma noitada pós-show;


2) Ligar o "bostômetro" na hora de fazer comentários nas apresentações;


3) Gostar menos de meninas exóticas com histórias complicadas demais.

Escrito por Luis Lima às 17h56
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09/05/2008


Impressões sobre o festival do último domingo

Ontem a tarde estive no dentista para ajustar o aparelho. Ele acrescentou dois elásticos que formam um triângulo entre meus dentes da frente, o que me força a falar como se estivesse imitando o Roy Orbison. Vou ficar alguns meses com isso, mas tudo bem, poderia ser pior.


Ontem à noite terminei uma garrafa de Malibú e vomitei antes de dormir. Por alguma razão vomitei sangue. Os elásticos entre os dentes cumpriram a missão de fazer com que o gorfo saísse em jatos pelas laterais da minha boca. Tudo bem, poderia ser pior.


No último domingo tocamos no festival Zona Punk e Vans Apostam.


Hoje abri um corte num dedo bem entre a carne e a unha enquanto fazia um bend na corda velha do violão para uma gravação. Tudo bem, poderia ser pior e por aí vai...

Escrito por Luis Lima às 23h46
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29/04/2008


Site e Show

Site


Enquanto nosso site não fica pronto, fica o link do nosso Flickr. Tem bastante foto por lá, dá para escolher, imprimir e colocar debaixo do seu travesseiro na hora de dormir.


Flickr Hello Dali


Show


Show no próximo domingo. Trata-se de um festival onde o vencedor deste domingo vai para uma eliminatória, e se vencer essa eliminatória vai participar de uma turnê patrocinada pela marca de roupa Vans. Pelo nome da casa, das bandas concorrentes e as fotos que vi do público que frequenta o lugar, adivinhem quem vai a passeio na Penha no domingo à tarde, final de feriado..., às vezes é bom ver gente jóvi.


Flyer da bagaça: Hello Dali no ZonaPunk e Vans Apostam

Escrito por Luis Lima às 21h06
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Novo EP e novidades na formação

Best Seller Sellers EP

Após alguns meses sem lançar nada além de bitucas de cigarro pela janela do carro voltamos com o tal álbum que me custou mais paciência e tempo de vida. Antigamente eu gravava e mixava uma demo em 12 horas. Acho que esse foi exatamente o tempo que levei para escolher e achar os timbres de guitarra de uma das músicas. Devo estar ficando fresco.

Este nosso segundo EP chama-se “Best Seller Sellers” e não será lançado ainda. Isso só vai acontecer quando tivermos um show ou uma festa decente para o lançamento. Abaixo os nomes das músicas e suas referências wikipedianas quanto aos temas de algumas:

01 – Family Ties

02 – Bernice Bobs Her Hair

03 – Diet Pills

04 – The Idiot

05 - Chicken-Killer Kid

06 – Dream Invader

07 – Pregnancy Test Fear

08 – Le Pétomane

Formação

Quem conhece o Hello Dali sabe das constantes mudanças de formação. Ainda estamos longe do Guided By Voices, que já teve mais de 50 caras diferentes até o final e eu já até tinha desistido de apresentar novos músicos, pois um tempo depois suas prioridades são outras (as rentáveis e de maior acréscimo profissional para ser mais exato) Mas temos hoje uma formação sólida e que vale a apresentação. Além do Renê Hendrick (que tocou em todos os shows desde o começo e que você provavelmente já conhece), e eu temos:

MNEC (Meu Nome é Carlos) – O MNEC toca baixo no Hello Dali desde junho do ano passado (caramba, esse blog realmente ficou desatualizado) Entre seus inúmeros projetos pessoais de música eletrônica e suas produções sofisticadas ele arrumou um tempo para tocar conosco e tem sido muito legal. “It’s a keeper”. Eu precisaria de espaço para uns trezentos links para mostrar algumas de suas gravações, então vou postar apenas as mais recentes. É só clicar a seguir: MNEC  

Felipe Mori – Conheci o Felipe em 2006 num show do Hello Dali. Na mesma época ele tinha uma banda chamada Foil Empire, que eu curti após a primeira ouvida. Toca as partes mais sacanas de segunda guitarra e é ótimo companheiro de copo e de conversas saudosistas sobre música anos 90. Começou a tocar na banda no mês passado e já deu para sacar pelo último show uma enorme melhora nas nossas apresentações. Atualmente tem um projeto com seu irmão, mas sem gravações por enquanto. Para conhecer melhor o som do cara: Foil Empire

Escrito por Luis Lima às 21h00
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Virada Cultural/Blog Legal

Virada Cultural

No último sábado tivemos aqui em SP a Virada Cultural. Com certeza não sou o cara mais “cultural” que conheço, admito que naquela noite misturei chopp com caipirinha e cappuccino, e esses podem ser os motivos do por que não consegui ver algum acréscimo cultural em poças de mijo e vômito pelo centrão.

No final das contas um ponto a mais para os caras da ABRAFIN que proporcionaram não apenas música boa, mas também ofereceram uma estrutura bastante profissional às bandas que se apresentaram. Um ponto a menos para o cara que pisou inúmeras vezes no meu pé enquanto eu tentava me aproximar do palco dos Mutantes me desviando da multidão que acenava para o palco com garrafas de Sangue de Boi.

Consegui fazer as camisetas com estampa da banda a tempo de usá-las na Virada e para que o link do site ficasse no inconsciente dos presentes, mas o mais legal foi quando bem tarde da noite, num bar, uma menina aparentemente bebaça parou ao lado da minha mesa e ficou olhando para a capa do CD novo ao lado do café com cara de quem estava fazendo uma complicada operação matemática. Ganhou um CD com a promessa de que iria me escrever depois.

Uma Ótima Dica

Um dia recebo a seguinte mensagem no Orkut: “Propaganda é a alma do negócio” Não era spam e sim uma mensagem do meu colega de blog, de Recife, Marcos , sem dúvida um blogueiro mais disciplinado e inspirado do que eu. Cliquei no link e tive uma surpresa muito legal. Se contar estraga, mas o que Weezer, Bjork e Fall Out Boy tem em comum além de chuparem o Hello Dali?

Esses e outros assuntos como teorias, previsões apocalípticas, resenhas de filmes, pontos de vista e opiniões bem construídas, coerentes e fundamentadas, podem ser lidas em:

CaosUrbanus 

Hello Dali no CaosUrbanus

Escrito por Luis Lima às 20h36
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15/04/2008


Abril Pro Rock 2008

"..., espero que a viagem termine com uma aventura envolvendo um cachorro de rua, um avô de alguém, uma viagem de balão e um amor de infância não correspondido (Maria Joaquina?)"

De volta a São Paulo, vindo do Abril Pro Rock em Recife. Acima, minhas expectativas pré-viagem. Não rolou exatamente o final da novela "Vovô e Eu", mas foi uma pusta viagem legal e extremamente produtiva e, espero, frutifica (sem bagaço, de preferência)
Eu havia prometido um diário com os detalhes mais sórdidos, mas resolvi deixar isso para a imaginação dos leitores, as revistas adolescentes e os tablóides (como o "Cuma?").

Em todo caso segue um resumo.

09/04/08 - Minha camisa estava um pouco suja do crepe com quem eu lutei no Aeroporto de Guarulhos (eu uso aparelho e não tinham talheres), mas logo cheguei a Recife após 3 horas de ininterrupto sono movido ao velho Stilnox, a caipirinha mais cara que já tomei na vida e o Mighty Joe Moon do Grant Lee Buffalo nos fones. Cheguei ao hotel por volta das 17h e quinze minutos depois segui para o Shopping Recife procurando algum lugar onde eu pudesse imprimir cópias da capa do nosso novo álbum (o EP Best Seller Sellers), que havia ficado pronta na madrugada anterior. Enquanto aguardo a impressão penso em voz muda se os locais (que por aqui tem fama de machões), estariam achando meu tênis laranja muito gay. Capas impressas e nenhum julgamento aparente, volto ao hotel a pé ouvindo a mixagem final do álbum, que também havia ficado pronto na madrugada anterior. Finalmente fiquei satisfeito com o resultado, o que deve ser um mau sinal. Após um banho merecido ligo para meu antigo colega de faculdade e amigo Fábio atual morador de Recife (quem eu não via há cinco anos), e vamos a um bar/restaurante chamado “Bar do Bode”. Bebemos consideravelmente bastante em quatro pessoas e a conta não passou dos R$60, fato inédito para os padrões de São Paulo, além de curiosamente eu não ter terminado a noite vomitando na Consolação. Nunca tinha tomado “Caldo de Camarão” e devo dizer que foi o melhor acompanhamento para cerveja que eu já provei. Mais tarde o melhor acompanhamento passou a ser uma garrafa de água e pouco mais tarde a cama, ao som de Fuzzy do Grant Lee Buffalo nos fones.

10/04/08 – Acordei de cuecas no frio sem saber onde estava. Ah, sim, Recife. Uma janela e o ar-condicionado compõem a fina linha que me separa do calor sadista. E-mails depois sigo ao encontro do Fábio e de sua amiga Lilinha, que me havia conseguido ingressos de cortesia para o APR. Fomos a um restaurante muito gostoso que eles escolheram e chego a conclusão de que se eu me mudasse para Recife eu seria um obeso irrecuperável. A Lilinha é impressionante. Assessora de imprensa/jornalista/radialista/modelo/professora de inglês e provável insone. Naquela tarde me levaram para conhecer alguns lugares muito legais, entre eles Recife Antigo. De noite e-mails para o Fabito (o web designer do site da banda) e encomendo com pressa desesperadora imagens para o conteúdo multimídia do CD. Cada imagem serviria de fundo para uma letra do EP. Não há tempo suficiente para viajar a fundo em conceitos e referências e acabo pegando no sono. Acordo às 3h30 da manhã e assisto “A Vida é Bela” enquanto tento pensar alguma coisa para o release, que seria incluído no conteúdo multimídia. Antes do Roberto Begnini levar o tiro eu já estava no restaurante do hotel escrevendo em minha uma agenda um brainstorm que mais parecia uma diarréia dadaísta e lá pelas 8h da manhã terminei o release e o café da manhã (mais americano do que pernambucano) E-mails e cigarros depois volto ao sono (bastante sexual, aliás, o que deve ter comprometido meu descanso)

11/04/08 – Primeira Noite de Abril Pro Rock
Acordo agitado (nenhum travesseiro ferido), exatamente no pique que eu precisava. Telefonemas para SP e seleciono as fotos da banda que entrariam no CD com as letras e o release. Seria menos trabalhoso se tivesse levado as fotos comigo e não tivesse que ficar baixando do nosso Flickr numa conexão de telefone de lata e linha. Só me interrompe uma dor de barriga, que acaba servindo para a conclusão da leitura do O Gato Por Dentro, do William Burroughs. Recebo do Fabito as imagens com as letras no final da tarde e começo a gravar os CDs enquanto dou umas folheadas em Josephine The Singer - or The Mouse People, do Kafka. Uau, aquilo sim é senso de humor afiado. Quem acha que o Oscar Wilde escrevia usando uma agulha deveria dar uma chance ao Kafka. Após gravar os CDs começo a carregar os pen drives.
A idéia com os pen drives era distribuí-los entre figuras que estariam no Abril Pro Rock que poderiam vir a ser bom contato para a banda. A intenção não era das mais maquiavélicas, nada no estilo Maria Rita de promoção (onde os jornalistas ganharam IPods como material de divulgação), mas sim apresentar nosso trabalho de uma forma diferente e que cabe em qualquer bolso, o que é essencial nestes festivais. Afinal o cara que vai receber esse material não vai vestindo uma calça de palhaço cheia de bolsos. Cada pen drive continha basicamente o mesmo que o conteúdo multimídia do CD, ou seja: capa, release, letras em jpeg (todas com alguma imagem de fundo), cerca de 40 fotos da banda incluindo flyers antigos e capas dos outros CDs, e arquivos das oito músicas novas em três formatos: wav, mp3 de 128 kbps e mp3 de 320 kbps. Ao chegar em Olinda onde seria o festival, uma notícia ruim: minha mais nova amiga estava num hospital passando mal.
Achei meio broxante estar sozinho em um festival. Ironicamente já não gosto de shows grandes e sempre me arrependo depois por ter problemas com volume e multidão. Mas enfim, a intenção desta viagem não era assistir a shows e vencido pela timidez e o calor fui embora na mesma hora rumo a Recife Antigo para tomar uma cerveja antes de dormir e repensar meus planos. O mesmo lugar onde eu estive na tarde do dia anterior era completamente outro. Ruas cheias de gente, mesas e cadeiras. Fui animado pelo clima e pela paisagem e logo voltei à ânsia de conhecer gente e fazer contatos. Resumindo a noite fiquei bebendo e conversando com algumas meninas que conheci por lá, consegui uma casa para tocar quando voltar com a banda e voltei para o hotel mais confiante e com alguns CDs Best Seller Sellers a menos. “Room Service...” “Oi, bom dia. Vou querer uma mini-pizza, uma salada e aquele molho de peixes, por favor”. Peguei no sono antes da comida chegar e acabei me forçando a comer pelo menos a salada e o molho, uma vez que a pizza cheirava plástico queimado.

12/04/08 – Segunda Noite de Abril Pro Rock
Acordei com uma laranja entalada na garganta. Pelo menos essa era a sensação. Como passei a noite anterior num bar praticamente gritando na mesa por minha conversa estar competindo com uma banda que tocava alto demais, eu estava quase mudo. Acendo um cigarro por via das dúvidas. Soube que minha nova amiga já estava melhor e fiquei mais tranqüilo. Saí atrás de lembranças para a família e questionando se deveria ir no Abril Pro Rock naquela noite.
Mais tarde resolvi aparecer por lá, sem grandes expectativas mas devidamente munido de material. Certa hora após ficar circulando de um fumódromo para outro vejo ao meu lado o Gabriel do Autoramas empolgado numa conversa. Espero uma brecha, me apresento e foi para ele o primeiro pen drive da viagem, após me ouvir gaguejar alguma coisa sobre Hello Dali, Salvador Dali e “eu estava ali...”. A noite instantaneamente me pareceu mais atraente e bateu um sentimento adolescente de vitória de quando se tem quinze anos e consegue avançar algum sinal com uma garota. Saí confiante, conheci um cara muito legal chamado Gustavo Almeida, coordenador de um curso universitário de Olinda extremamente interessante sobre produção fonográfica e após nossa conversa começam a pipocar na minha frente alvos da ABRAFIN. Mais alguns pen drives plantados e dou de cara com o Valter do Loaded E-Zine.
O Loaded é uma web-radio bastante militante que sempre apoiou a banda desde o começo em 2005, e na mesma hora em que o encontrei parecia que estava em SP tomando uma cerveja e conversando sobre música com um camarada. Ele me apresentou para tanta gente que o meu resto de material promocional acabou em menos de dois minutos, o que me leva a afirmar que esses caras não brincam quando levantam a bandeira da música independente e esse apoio que ele deu a troco de nada com certeza não será esquecido.
Acabamos nos perdendo e me permito uma pausa para fumar e pensar um pouco. A fumaça segue o cara sentado ao meu lado e ao acompanhar seu trajeto cancerígeno na breve brisa percebo que o cara ao meu lado é o Lúcio Ribeiro da Folha de SP. Olho novamente para a minha sacola cheia de folhetos, já sem pen drive e sem CD e silenciosamente amaldiçôo meu amadorismo como divulgador. Começo a conversar com o Lúcio e para minha surpresa ele pessoalmente é o mesmo cara legal da coluna (eu certamente não pareço o mesmo cara que escreve esse blog, logo suponho que todos sejam assim) Ele se ofereceu para me apresentar para mais pessoas e eu acho que dei alguma resposta que saiu esquisita, resultado da mistura de estar falando com o cara ao vivo e da raiva de ter a sacola vazia. É como alguém te oferecer dinheiro e você pensar: puxa, minha carteira está furada... Fiquei muito contente com sua demonstração de disposição e incentivo e mais tarde fiquei bastante satisfeito por termos tido uma conversa legal sobre variados assuntos. Fui embora antes do Lobão, infelizmente, mas felizmente após ter ouvido o show do pianista Vitor Araújo, uma ótima escolha da organização. Vou de encontro ao meu amigo Fábio num bar chamado “Boteco”, perco meu celular no táxi, recupero meu celular e pelo resto da madrugada em ótima companhia muitas cervejas e histórias na minha última noite em Recife.

13/04/08 - Apenas uma dica. Não aconselho ninguém a tomar Stilnox e ler “A Metamorfose” do Kafka antes de pegar no sono dentro de um avião. Sem perceber dei um golpe na poltrona da frente enquanto sonhava que tentava ajudar um homem/inseto a despencar de uma prateleira. Desembarque em Guarulhos, missão cumprida. Nos vemos na Virada Cultural.

Links legais (com alguma ligação a esse texto):

-ABRAFIN

-Loaded E-Zine
-Lúcio Ribeiro


-Universidade Barros Melo (Olinda)
-Vitor Araújo (vídeo)
-Virada Cultural


Escrito por Luis Lima às 15h31
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12/03/2008


Enquanto não termino o bendito 6º álbum vamos às notícias:

- Dia 10 de abril parto para Recife com uma mochila cheia de CDs, camisetas e imãs de geladeira. O evento é o Abril Pro Rock. Não vamos tocar lá nem nada. A idéia é vender CDs e divulgar a banda no mesmo esquema de sempre, boca-a-boca (sem herpes, por favor), e que seja visto um mané com a camiseta da banda e estampado nas costas o link para o site (que até lá há de ficar pronto...)

- 14/03/2008 - Show no Vila Teodoro (Av. Teodoro Sampaio, 1229 - Pinheiros (próximo à Av. Henrique Schaumann, antes da Pça. Benedito Calixto), às 22h

- 17/04/2008 - Show na Universidade Anhembi Morumbi (Av. Roque Petroni, 630, Morumbi - São Paulo-SP), às 18h30.

Beijos a todos, este blog está meio desatualizado, pois estou na maior corrreria com a mudança de apartamento e de estado civil.

Escrito por Luis Lima às 01h56
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19/02/2008


Gravando o 6° álbum. Perfeccionismo na produção está me ferrando a sério.

Escrito por Luis Lima às 02h46
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18/10/2007


Let's cut the crap e vamos às novidades:

- Hello Dali em site alemão: http://www.depechemodecovers.com/GetCovers.asp?withpreview=on&Song=All&Group=Hello%20Dali

- Fotos da banda: http://www.flickr.com/photos/luisdali/sets/72157602106839948/

- Agora a venda: pôsteres, imãs de geladeira e camisetas (fotos dos produtos podem ser encontradas no link acima)

- Show no dia 18/10/2007 às 17h40 no II Mercadão (Bazar com artigos relacionados a moda)
End: Avenida Roque Petroni Jr. 630 (São Paulo - SP)- na Anhembi Morumbi Campus Morumbi - Grátis

- Set acústico na festa Descompasso Vol. 7 no dia 19/10/2007
End: R. Santo Arcádio, 113, Brooklin - Bar do Alemão
A partir das 18h.

Escrito por Luis Lima às 03h40
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02/05/2007


Atualizações

Após abandonar sem dó esse blog estou de volta para contar as últimas fofocas a respeito do Hello Dali.

Tchau

No mês passado o Alexandre saiu da banda. Que fique claro que isso não tem relação alguma com o fato de eu ter emprestado alguns livros dele para uns fanáticos religiosos se aquecerem a uma fogueira ou algo assim, sei lá. Foi chato, pois tocávamos juntos há quase dois anos e realmente nos entendíamos, fosse tocando ou confeccionando bolos de brigadeiro. A boa notícia nisso é que teremos mais Raio Verde daqui para frente!

Oi

Após a saida do Alexandre o posto de guitarrista foi tomado pelo Fernado Tijanero. O Fernando já tocou no Eighteen Street e recentemente havia sido convidado para tocar na banda de apoio de um conhecido músico paulistano, mas acabou não rolando e ele caiu como uma luva no Hello Dali.

Hello Dali: 5 (ep)

 

Depois de três longos meses, gravando e mixando nas madrugadas, finalmente ficou pronto o EP 5. O termo demo não cabe mais, por isso EP. E lá estão os temas prato-cheio para psicanalístas: Roma Antiga, celibato, pais irresponsáveis, uma revolta num orfanato conhecida como "A revolta dos Sorvetes" e etc. Ainda não sei se vou dispor este EP para download. Depois de tanto trabalho não quero que alguém venha a conhecer as músicas com uma qualidade cocô que é obrigatória nesses Tramas e Myspaces da vida. A novidade é que além das 5 músicas o CD é multi-midia e acompanha letras, release, fotos, flyers antigos e etc. Portanto se alguém tiver interesse em adquiri-lo é só entrar em contato. 

Conexões Construtivas

Conheci no meu curso de Produção Musical duas figuras muito legais e venho descobrindo com eles possibilidades dentro de música e produção que eu nem imaginava existirem. O primeiro é o Meu Nome é Carlos, que é a alcunha do meu novo amigo Meu Nome é Carlos. O MNEC é um ótimo produtor que usa como base para suas composições conceitos dos anos 20 quanto ao registro de anti-música. Apesar desta descrição de dar medo o som do cara é absurdamente bom e produzido com excelência. Dá para ouvir algumas músicasaqui: http://www.bandasdegaragem.com.br/meunomeecarlos

O segundo é o DJ Marmitex. O cara escreve, é apresentador, produz, agita eventos e se apresenta como DJ em tudo quanto é casa de SP, no Vegas inclusive. O mais próximo que já cheguei de música eletronica foi o som do meu liquidificador, e ele tem me apresentado coisas muito legais como LCD Soundsystem. www.rraurl.com/marmitex

Hello Covers

Nesse último feriado mergulhei no gravador e sai com alguns covers gravados a la Hello Dali. Mais tarde esses covers, com outros que ainda vou gravar, serão lançados no formato álbum. Mas por enquanto estes ficarão postados no www.myspace.com/hellodali 

Abaixo, as músicas escolhidas e videos de suas versões originais.

1) Blessed - clááássico de Simon and Garfunkel

http://www.youtube.com/watch?v=54DZbMPJA8Q

2) Tangled up in Blue - do Bob Dylan, do Blood on Tracks

http://www.youtube.com/watch?v=qxQIV74kEiE

3) I'll Feel a whole lot better - dos The Byrds

http://www.youtube.com/watch?v=XYf2Ik3wJAU

4) Better Days - um B-side do Depeche Mode (esse video é uma montagem)  

http://www.youtube.com/watch?v=QjGpHKmZ3_Y

Escrito por Luis Lima às 00h04
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16/03/2007


Cheeeese

Enquanto quebro a cabeça aqui com a mixagem da Demo 5 (que já estou quase chamando de Chinese Democracy), vai uma foto recente da formação atual do Hello Dali.

Antes que perguntem me prontifico a responder:

 

1) Eu não comi aquela pêra e acho que a Mia não comeu aquele coco

2) O Alexandre têm 2 (dois) braços. É que não apareceu na foto

3) Não, eu não corto o meu cabelo. Quem corta o meu cabelo é a minha esposa.

 

 

 

 

 

Escrito por Luis Lima às 00h48
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12/03/2007


No Youtube

Um vídeo da música Dyslexic Friend, gravado no Hole Club em junho de 2006..., bastante adequado a uma "sessão saudosismo"

http://www.youtube.com/watch?v=fITCPrr7Lgk

Escrito por Luis Lima às 00h06
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19/02/2007


Hello Dali na Revista Mtv

                            

"Gostaria de ter a sensibilidade poética do Norman Bates" (após assistir aos 4 filmes da "série" Psicose fica difícil não pensar isso)

Outra boa notícia é que tenho em mãos a edição 69 da Revista Mtv em que foi publicada a matéria com o Hello Dali. Trata-se de uma mini-entrevista comigo e uma foto clássica no estilo "Humano-Gato".  Abaixo a foto da página (editada para caber aqui), uma transcrição da entrevista. Agradecimentos ao Carlos Messias, que vêm apostando na banda como ninguém (depois da minha mãe, é claro), e ao Luciano Lobato pelo socorro na ajuda na edição da foto.

       

A entrevista

Pra você qual a relação entre Freud e a música?

 

Luis Lima: Embora hoje algumas das teorias do Freud sejam consideradas ultrapassadas, várias delas dão ótima base para desenvolver letras sobre comportamento, relações e conflitos. No nosso caso há influencia da psicanálise nos temas de algumas letras, mas de uma forma bem humorada e simplista, de maneira alguma com a pretensão de nos apresentarmos como uma banda intelectualizada. Como não sou psicólogo minhas credenciais seriam alguns anos de terapia e pura curiosidade. É uma forma natural de oferecermos algo menos comum tratando-se de letras.

 

O Hello Dali seria uma perfeita trilha sonora pra qual situação? Por quê?

LL: Posso dizer que nossa música serve mais para se ouvir no carro do que numa pista de skate, ou até mesmo que funcionam melhor nos fones de ouvido do que como trilha sonora para um churrasco. Eu pelo menos vejo como algo mais introspectivo do que social, mas é claro que posso estar enganado.

 

Quais são os planos para 2007?

 

LL: Continuar com os shows, gravar o quanto pudermos e em breve fazer vídeos. Estamos nos adaptando ao novo formato da banda que conta apenas comigo, o Alexandre e a Mia. Já tocamos com vários bateristas, mas hoje os shows são feitos com algumas bases pré-gravadas, o que tira um pouco da espontaneidade da performance, mas por outro lado é bastante positivo, pois fomos obrigados a investir em idéias e elementos visuais para deixar o show diferente e mais interessante, como os vídeos que passam sincronizados às músicas, nossa manequim com cabeça de gato, o cara que sai da caixa de papelão para dar boa noite e o meu pente de bolso.

Escrito por Luis Lima às 02h27
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05/02/2007


Loaded!

Nesta semana mini-especial Hello Dali no Loaded e-Zine, edição 64. Para quem ainda não conhece o Loaded, trata-se de um e-zine semanal apresentado por três amigos que vem a dizer que "...há vida inteligente na música fora do mainstream" Os caras fazem a maior correria, cobrem diversos festivais de música independente e sempre trazem novidades muito legais.

http://www.loaded-e-zine.com/

Para ouvir esta edição:

http://www.loaded-e-zine.com/player_64.html

Escrito por Luis Lima às 09h39
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